domingo, 28 de outubro de 2012

Niterói- Implosão de antigo prédio de hospital no Centro vai durar doze segundos

Por: Ciro Cavalcante e Julianna Prado 

Esse será o tempo necessário para prédio do antigo Hospital Santa Mônica vir abaixo no próximo dia 2 de novembro. Imóveis vizinhos serão esvaziados e rua interditada na ocasião 















Moradores de imóveis num raio de 200 metros serão orientados pela Defesa Civil a deixar suas casas pouco antes do início do processo de implosão do antigo Hospital Santa Mônica, no Centro, marcado para ocorrer às 8 horas da próxima sexta-feira, feriado de finados. A empresa responsável pelo trabalho vai utilizar 150 quilos de explosivos e prevê que o prédio de seis andares esteja no chão em aproximadamente 12 segundos.
Todo o entulho será reciclado e poderá ser reaproveitado em outras obras, informou a empresa.
O trânsito também sofrerá alterações. De acordo com esquema divulgado esta semana pela Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), o trecho da Avenida Marquês do Paraná, nos dois sentidos, entre a Rua Doutor Celestino e o entroncamento da Avenida Roberto Silveira e Rua Miguel de Frias será interditado a partir das 5 horas da manhã de sexta-feira por agentes e operadores equipados com viaturas e motocicletas. A interdição terá apoio da Polícia Militar e vai se estender até o fim da implosão. 

Estrondo forte e susto- Moradores da vizinhança alegam que na manhã do domingo, dia 14, por volta das 6 horas, a laje de um dos blocos do antigo Hospital Santa Mônica teria vindo abaixo, provocando um grande estrondo. “Acordei no susto. Saí correndo para ver o que era e quando abri a porta uma nuvem espessa encobria toda a visão”, relatou o comerciante Sérgio Alexandre, de 46 anos. 
Dilson Redinger, dono de uma oficina mecânica, acredita que a preparação do prédio para a implosão, que não ocorreu, teria deixado a estrutura mais frágil. “Durante todo esse tempo, o prédio ficou sem cobertura, tomando sol e chuva. A parte de baixo do edifício está em cima apenas das vigas de sustentação, sem nenhuma alvenaria”, apontou.

Durante esse período, o trânsito entre o Centro e Icaraí poderá ser feito pela orla de Icaraí e Ingá. Já o da Avenida Roberto Silveira terá como opção as ruas Miguel de Frias e Fagundes Varela, que dá acesso ao Centro, tanto pela Rua Moacyr Padilha, como pela Rua São Sebastião, conforme informou a NitTrans.  
O ponto de ônibus próximo ao hospital foi interditado e o local está sendo sinalizado com placas indicativas. Por questões de segurança, se até o dia marcado para a implosão chover forte, a Avenida Marquês do Paraná será fechada, assim como todo o entorno do prédio que ameaça desabar. 
Em função disso, a NitTrans está preparando um plano de contingenciamento para atenuar os impactos decorrentes da eventual interdição da Avenida. Segundo o órgão, a coordenação do trânsito já está pronta para acatar de forma emergencial o que for determinado pela Defesa Civil.
A Fábio Bruno Construções, empresa responsável pela implosão do prédio, é a mesma que colocou abaixo o Hospital Universitário do Fundão, o presídio da Frei Caneca, o Estádio de Remo da Lagoa e a Fábrica da Rheen, todos no Rio. A mesma equipe técnica implodiu o Estádio Castelão, em Fortaleza.
O processo de implosão, na sexta-feira, colocará um ponto final numa novela que se arrasta desde o começo do ano. O imóvel implodido vai dar lugar ao Rio Imagem II - um centro de diagnósticos com equipamentos de última geração, que vai ser construído na cidade pelo governo do Estado. 
A implosão, que deveria ter ocorrido em maio deste ano, foi suspensa por determinação judicial após uma ação movida por herdeiros que questionaram a desapropriação do imóvel. No entanto, no último dia 17, o imóvel foi interditado pela Defesa Civil de Niterói devido ao risco de desabamento, provocado por um enfraquecimento da estrutura. 
A Defesa Civil Municipal então notificou o Governo do Estado para que tomasse as devidas providências. A decisão pela demolição foi acordada em uma reunião realizada entre a Defesa Civil e a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop). Desde então, devido ao risco de desabamento, alguns procedimentos foram tomados. A empresa responsável pelo processo de implosão iniciou na terça-feira a colocação da tela de proteção em torno da edificação. Pelo menos 12 funcionários da empresa irão participar do processo de implosão.
Confira o esquema de trânsito no dia da implosão

Fonte: O FLUMINENSE


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