domingo, 28 de outubro de 2012

Disputa pelo controle político após fim do segundo turno em Niterói e SG

Por: Wellington Serrano 

Começam as articulações nos bastidores para composição da Mesa Diretora da Câmara nos dois municípios e vereadores já começam a buscar apoio para presidir o Legislativo















A campanha eleitoral chega ao fim, mas agora começa a disputa nos bastidores da política. Em Niterói, a primeira correlação de forças será para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. Os candidatos já buscam apoio para conseguir a presidência do Legislativo municipal. No PPS, Paulo Bagueira já demonstrou interesse. Mas pelo menos dois outros nomes também estão cotados para o cargo: Paulo Eduardo Gomes (Psol) e José Vicente (PPS).
José Vicente foi vereador por 11 mandatos, um recorde no país, interrompido para ser vice-prefeito de Jorge Roberto Silveira (PDT). O PDT também tem chances de conquistar a vaga, porém terá que se articular bem para assegurar a principal cadeira.
O momento é de busca de apoio. Apesar do acirramento da disputa por espaço político, tudo leva a crer que deverá acontecer um consenso. A eleição da nova Mesa Diretora acontece dia 1º de janeiro, logo após a sessão de posse dos vereadores eleitos.
Segundo o atual presidente da Câmara, vereador Paulo Bagueira (PPS), é preciso aguardar o resultado das eleições, na noite deste domingo, para o início das negociações. “O momento é de indefinição. Mas já agendamos uma reunião com todos os vereadores para segunda-feira a fim de deliberarmos sobre o assunto”, disse Bagueira.
Já o vereador eleito do Psol, Paulo Eduardo Gomes, depois de ver seu nome lançado na internet, disse que se dispõe a aceitar a tarefa de concorrer à presidência da Câmara Municipal. “Entendo o propósito de lançar minha candidatura como instrumento que represente e dê consecução a um programa transparente, participativo e democrático de gestão que garanta, diante do Executivo, a dignidade e autonomia da Câmara Municipal, imprescindíveis para que o interesse da população prevaleça”, disse o psolista.
São Gonçalo — No legislativo gonçalense, seis postulantes ao cargo de presidente da Casa já iniciaram a disputa nos bastidores. São eles: os vereadores reeleitos Jorge Mariola (PDT) e Fabio Farah do mesmo partido; Capitão Nelson (PSC), Amarildo Aguiar (PV), Marlos Costa do PT e Eduardo Gordo (PTdoB), que aguarda julgamento de seus votos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).     
O candidato a vice do PT à Prefeitura, Miguel Moraes, disse que, após a eleição, vai coordenar debate com a mesa diretora da Câmara para defender e eleger o vereador petista Marlos Costa como o presidente do Legislativo. “Ele é competente, tem experiência e será um bom nome para a disputa. Mas nada está ganho, vamos às costuras. Já na segunda-feira vou procurar os vereadores para conversar”, disse Miguel.
Para Jorge Mariola, é preciso manter o foco na campanha do candidato Adolfo Konder. “Para não atropelar é preciso esperar a definição da eleição. Após o resultado de quem será o prefeito eleito vou começar a focar a disputa da presidência da Câmara”, disse Mariola.
O vereador reeleito, Ricardo Pericar (PDT), defende uma possível volta do atual presidente da Câmara, Eduardo Gordo (PTdoB). “Por enquanto Gordo não está fora do páreo. Ele está para ser julgado e caso os votos dele sejam computados haverá nova acomodação de vereadores na Câmara. Caso contrário, o candidato que venha a ser o presidente da Câmara Municipal tem que ter um discurso de independência do Executivo”, ressaltou Pericar.
Já o vereador eleito Fábio Farah afirma ser precoce o debate, mas adiantou que é candidato e não nega. “Quem não quer ser o presidente? Vontade todos têm”, finalizou.


Fonte: O FLUMINENSE

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